Secretaria capacita profissionais da área de saúde em Nova Mutum

31/07/2017 08h54 - Atualizado em 31/07/2017 08h54
Por: assessoria

Os profissionais da Secretaria de Saúde de Nova Mutum participaram de uma capacitação ao longo da última semana. Os participantes foram médicos e enfermeiros e a capacitação foi nas áreas de diagnóstico e tratamento em sífilis.

Cerca de 50 profissionais participaram da ação, ministrada pela médica infectologista Luana Silva Rodrigues de Araújo.

 

"Todos os profissionais de saúde devem estar aptos a reconhecer as manifestações clínicas da sífilis, assim como a interpretar os resultados dos exames laboratoriais, que desempenham papel fundamental no controle da infecção e permitem a confirmação do diagnóstico e o monitoramento da resposta ao tratamento. Estamos recapitulando junto com os profissionais todos estes detalhes", destacou Camila Schirmer, coordenadora da Vigilância Epidemiológica

SÍFILIS A sífilis é uma infecção bacteriana de caráter sistêmico, curável e exclusiva do ser humano. A infectividade da sífilis por transmissão sexual é maior (cerca de 60%) nos estágios iniciais (primária, secundária e latente recente), diminuindo gradualmente com o passar do tempo (latente tardia e terciária). Essas lesões são raras ou inexistentes por volta do segundo ano da infecção. A maioria das pessoas com sífilis tende a não ter conhecimento da infecção, podendo transmiti-la aos seus contatos sexuais. Isso ocorre devido à ausência ou escassez de sintomatologia, dependendo do estágio da infecção. Quando não tratada, a sífilis pode evoluir para formas mais graves, costumando comprometer especialmente os sistemas nervoso e cardiovascular.

Em gestantes não tratadas ou tratadas inadequadamente, a sífilis pode ser transmitida para o feto (transmissão vertical), mais frequentemente intraútero (com taxa de transmissão de até 80%), embora a transmissão também possa ocorrer na passagem do feto pelo canal do parto. A probabilidade da infecção fetal é influenciada pelo estágio da sífilis na mãe e pela duração da exposição fetal. Pode haver consequências severas, como abortamento, parto pré-termo, manifestações congênitas precoces ou tardias e/ou morte do recém nascido.